O Governo do Estado da Bahia anunciou novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender pacientes com coronavírus, e a abertura de 16 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), ainda não inauguradas, para fazer atendimento de triagem no interior. As informações foram divulgadas dia 23/03/20.
“Vamos contar com 100 UTIs instaladas no Hospital Couto Maia, parte delas montadas na área do estacionamento do Couto Maia, e outras 100 no Hospital do Subúrbio. Estamos também avaliando colocar outros leitos na Arena Fonte Nova”, afirmou o governador Rui Costa.
De acordo com o governador, até este momento, o atendimento aos pacientes diagnosticados com coronavírus continua concentrado em Salvador. Os hospitais Couto Maia e Ernesto Simões, além do Hospital Espanhol, já foram designados para atender com exclusividade os casos confirmados da doença.
No interior, 16 novas UPAs vão receber pessoas que estão com sintomas da doença. “A ideia é que as UPAs façam a classificação, realizem o manejo clínico, estabilizem o paciente e façam a regulação para unidades de referência secundária ou terciária. Todas as estruturas em análise não estavam em funcionamento”, informou o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas.
Os equipamentos estão nos seguintes municípios: Alagoinhas, Araci, Brumado, Catu, Conceição do Coité, Gandu, Lauro de Freitas, Ipiaú, Itamaraju, Itacaré, Jaguaquara, Morro do Chapéu, Santo Antonio de Jesus, Serrinha, Tucano e Valença.
Decreto inclui Teixeira de Freitas e Bahia tem 24 rodoviárias fechadas para conter Covid-19
O decreto do Governo do Estado publicado dia 23/03 incluiu Teixeira de Freitas na lista de cidades baianas com rodoviárias fechadas para o controle e prevenção do novo coronavírus. Com a medida, a Bahia passa a ter 24 cidades com transporte intermunicipal suspenso.
A decisão tem validade de dez dias, a partir da zero hora da quarta-feira (25/03). Os ônibus foram autorizados a entrar no terminal rodoviário dessas cidades até as 9h de quarta. O decreto do governador Rui Costa regulando esta medida inclui toda modalidade de transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário.
Os outros 23 municípios com transporte suspenso são Salvador, Feira de Santana, Entre Rios, Correntina, Santa Maria da Vitória, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Camaçari, Guanambi, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Simões Filho, Porto Seguro, Prado, Itabuna, Ilhéus, Itacaré, Vitória da Conquista, Brumado, Jequié, Conceição do Jacuípe, Juazeiro e o Terminal de Bom Despacho, em Itaparica.
O governo federal anunciou as novas medidas previstas para conter a transmissão do novo coronavírus (COVID-19) no país. Entre elas, estão o aumento de recursos para o Ministério da Saúde e a preparação de uma portaria para internação compulsória de casos confirmados da doença. O texto já foi assinado pelo ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e deve ser publicado até o fim do desta terça (17), conforme apurou a CNN Brasil.
A medida prevê dois crimes para quem se recuse a passar pelos exames. O primeiro é infração de medida sanitária com multa e pena de 1 mês a 1 ano de prisão. O segundo é o crime de desobediência, que pode chegar a seis meses de reclusão.
Além disso, as autoridades policiais poderão ser acionadas por agentes de saúde caso a pessoa com suspeita de COVID-19 se recuse a ser submetida aos testes.
Caso ela assine um termo de compromisso de cumprir as medidas, poderá ser liberada. Do contrário, poderá ser configurado crime mais grave e até imposição de prisão — neste caso, fica estabelecido que a pessoa ficará em cela separada dos demais para evitar contágios.
"Se um paciente se recusa a fazer exames e ser mantido em internação hospitalar porque está sob suspeita de estar infectado com coronavírus, se torna potencial disseminador da doença. Agentes de saúde podem determinar uso da força policial para que essa pessoa obedeça as medidas recomendadas" explica Iuri Pitta, analista político da CNN Brasil. "É uma medida extrema, mas passa a ser regulamentada por essa portaria".
A portaria faz parte das iniciativas propostas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que também propôs uma campanha de vacinação em massa para a população carcerária.
Mais cedo nesta terça (17), foi realizada a primeira reunião interministerial para monitorar o avanço do vírus.
O Ministério da Saúde receberá mais recursos para melhorar a produtividade dos exames, para os planos de contingência estaduais e para chamar mais médicos para fortalecer a rede básica de atendimento. (CNN)
O estado de São Paulo registrou o primeiro caso no Brasil de morte de pessoa infectada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). A vítima é um homem de 62 anos, que estava internado em um hospital particular. Ele tinha histórico de diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática — aumento benigno da próstata, comum em homens mais velhos. A informação foi divulgada pelo governo estadual na manhã desta terça-feira (17).
Até a última atualização desta reportagem, não havia sido divulgado o local onde o homem morava e nem se viajou ao exterior ou se teve contato com alguém contaminado no Brasil. Nesta manhã, no momento em que a morte foi anunciada pelo governo de São Paulo, havia 301 casos confirmados pelas secretarias de Saúde dos estados de infecção pelo vírus.
De acordo com a Secretária Estadual de Saúde, o estado de São Paulo tem 152 casos confirmados da doença até esta segunda-feira, com mais 1.777 casos suspeitos de coronavírus. Em todo o Brasil são 234 casos confirmados, de acordo com o boletim do Ministério da Saúde desta segunda-feira. O Governo de São Paulo avalia que o surto de coronavírus deve durar "de quatro a cinco meses". No entanto, as medidas restritivas adotadas pela administração estadual, como a suspensão das aulas e a restrição de eventos, não devem ser aplicadas durante todo este período.
Ainda nesta segunda, o governo estadual disse que "vai avaliar" a nova recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que todos os casos suspeitos do novo coronavírus (Covid-19) sejam submetidos a exames laboratoriais. A afirmação foi feita pelo secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann. Na sexta-feira (13) o governo de São Paulo havia anunciado que somente pacientes internados seriam submetidos ao teste laboratorial na rede pública e que o diagnóstico clínico seria adotado para outros casos suspeitos.
As restrições impostas à circulação de de pessoas devido ao risco de contaminação mudou a cara da cidade de São Paulo no início desta semana. Nesta manhã, trens do Metrô estavam vazios. (G1)
Uma afirmação do ministro da Saúde da França apoiado em estudo publicado nesta semana na revista científica Lancet acendeu um alerta sobre a possibilidade de o uso de anti-inflamatórios como ibuprofeno piorar a infecção pelo coronavírus. O alerta correu as redes sociais ontem, causando dúvidas. Especialistas brasileiros dizem que, embora não haja evidências científicas robustas dessa associação, o ideal é evitar a utilização do remédio em caso de covid-19 enquanto outras pesquisas não forem feitas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o ibuprofeno deve ser evitado por aumentar os níveis de um receptor que facilita a entrada do vírus nas células. “O estudo traz um caso preliminar, hipotético, de que esse receptor facilitaria a entrada do vírus na célula. Essa recomendação de não utilização, portanto, é preventiva, até porque temos medicamentos alternativos para tratar os sintomas”, explica Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da SBC
Opinião semelhante tem Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor médico do Grupo Fleury. Para ele, a associação entre o uso do remédio e o agravamento da doença ainda é preliminar porque não foi descrita em muitos estudos, mas, na dúvida, diz ele, a recomendação é evitar o medicamento. “Se fosse meu paciente, eu não daria ibuprofeno, optaria por outras medicações”, explica.
Fator. Na postagem em que fez o alerta, o ministro da Saúde francês, Olivier Verán, escreveu que “tomar medicamentos anti-inflamatórios (ibuprofeno, cortisona...) pode ser um fator para agravar a infecção”. “Se tiver febre, tome paracetamol. Se você já estiver tomando medicamentos anti-inflamatórios ou estiver em dúvida, consulte seu médico”, escreveu.
Consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei explica que as evidências de que anti-inflamatórios não hormonais, como ibuprofeno, agravam casos de covid-19 ainda são frágeis, mas explica que já há diversos estudos comprovando que os anti-inflamatórios hormonais, conhecidos como corticoides, sabidamente pioram as infecções por coronavírus. Dessa forma, ela alerta, remédios como prednisona e dexametasona não devem ser utilizados em caso de coronavírus. (Estadão)
A atriz Fernanda Paes Leme, desde a semana passada, optou pela quarentena voluntária em sua casa após participar do casamento da irmã da influenciadora Gabriela Pugliesi, realizado em Itacaré, no sul da Bahia, no sábado, 7 — evento que teve alguns casos de coronavírus confirmados.
“Imediatamente me isolei em quarentena até ter a resposta. Eu me isolei espontaneamente, porque eu tenho muito privilégio em poder fazer isso.”, disse Fernanda nas redes sociais. A atriz fez bem. Saiu nesta segunda-feira 16 o resultado positivo do exame feito na sexta, 13, para o Covid-19.
Ela escreveu que está se sentindo forte e disposta, mas se preocupa com o grande risco da doença. “Não é sobre mim, Fernanda Paes Leme, é sobre meus pais, minha avó, seus avós, seus vizinhos idosos, é sobre pessoas que podem ter complicações que vão muito além de uma febre, tosse e tédio de ficar em casa. Precisamos ser responsáveis principalmente com o próximo”, continuou.
A atriz pediu para que pessoas saudáveis, que não tenham necessidade de sair de casa, e pegar transportes públicos, que permaneçam em seus lares. “Pelo bem de todos, isso é um problema social”, encerrou Fernanda, dando dicas de como se proteger da doença: “Nós vamos sair dessa”. (Veja)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, testou positivo para o covid-19, popularmente conhecido como coronavírus. A informação foi divulgada hoje (13) pelo Palácio do Planalto. Prestes a completar 65 anos, o presidente apareceu ontem (12) em uma live no Facebook utilizando uma máscara no rosto. O teste inicial foi realizado após a chegada da comitiva dos Estados Unidos. A contraprova já foi realizada e o resultado sai nesta sexta-feira. As informações são da coluna Esplanada, do Jornal O Dia, do jornalista Leandro Mazzini.
O presidente esteve em contato com seu secretário da Comunicação, Fábio Wajngarten, que também testou positivo para a doença.
Wajngarten, esteve também com o presidente Donald Trump. Entre o final da tarde e o início da noite de quarta-feira, o grupo passou a receber ligações do gabinete da Presidência pedindo que diante de qualquer sintoma fizesse o comunicado imediatamente e procurasse um hospital militar em Brasília para fazer os exames, segundo integrantes da comitiva que falaram com o Estado em caráter reservado. Bolsonaro completa 65 anos no dia 21. (Metro1)
Após a confirmação de contaminação do novo covid-19 do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, a família Bolsonaro toda passará por testes para a doença. Após o presidente realizar exames para detectar o possível vírus, agora será a vez de seus filhos e a primeira-dama Michelle.
Segundo Veja, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos, vão se submeter à análise médica, além de todos os assessores que tiveram contato com esses políticos.
Eduardo Bolsonaro confirmou que fará o teste nesta quinta-feira, 12. “SECOM (Fábio Wajngarten) deu positivo para coronavírus e a contraprova também. Neste momento, me encaminho para fazer o teste, porém sem sintomas da doença”, escreveu o deputado federal por São Paulo no Twitter. Já Flávio Bolsonaro deverá fazer o teste quando chegar ao Rio de Janeiro.
Fábio Wajngarten participou da comitiva que acompanhou Bolsonaro na viagem de quatro dias aos Estados Unidos. O chefe da Secom viajou no avião junto com o presidente, o filho Eduardo, e a primeira-dama, Michelle. (Metro1)
O novo balanço do Ministério da Saúde mostra que o Brasil possui, nesta terça-feira (10), 34 casos confirmados de infecções por coronavírus. De acordo com a pasta, 893 casos seguem sob investigação. Até o momento 780 foram testados e descartados como sendo ocorrências de Covid-19.
O número total inclui 19 casos no estado de São Paulo, oito no Rio de Janeiro e dois na Bahia. Além disso, há um caso confirmado nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Alagoas e Minas Gerais. Dos 34 pacientes com casos confirmados cinco estão hospitalizados. Seis casos no Brasil são de transmissão local, ou seja, pessoas que não viajaram para o exterior, elas foram infectadas por pessoas que viajaram.
Segundo o Secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a idade média dos pacientes infectados é de 41 anos, a maior concentração é em pessoas com idade menor que 40 anos. A maioria dos casos confirmados, 56%, é mulher.